A força das canetas
O recente vídeo da Anistia Internacional é imperdível. Assinado pela Wanda Productions – produtora francesa que é uma espécie de Midas do audiovisual e tem em seu staff ninguém menos que Jean-Jacques Annaud, diretor de Sete Anos no Tibet e A Guerra do Fogo, que começou a sua carreira dirigindo comerciais no final dos anos 1960 -, o vídeo chamado “Ink” mostra a tortura sendo combatida pela força das canetas, das assinaturas em favor dos direitos humanos. Quando no Brasil se consegue, tardiamente, avançar a discussão sobre a punição a crimes contra a humanidade, o vídeo dirigido por Cyrille de Vignemont é um convite à informação, ao debate, e à reflexão sobre o valor da vida.
Para quem perdeu essa: a Anistia Internacional, provavelmente a maior organização mundial em defesa dos direitos humanos, completou 50 anos no ano passado. A data foi comemorada com o lançamento de Chimes of Freedom, um disco quádruplo em tributo a obra de Bob Dylan, que curiosamente iniciou sua carreira, poucos meses antes do gesto que marca a fundação da Anistia. A afinidade entre os princípios que a música de Dylan dissemina e a atuação da organização se encontraram nesse projeto, que conta com 75 músicas, cantadas por uma lista de artistas que dispensam apresentação.
Ink, de Cyrille de Vignemont, para a Anistia Internacional:
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